02 janeiro 2013

Debutando e as Boas Maneiras

Debutando


Quando os jovens viviam restritos em casa até os 18 anos fazia sentido apresentá-los em sociedade de uma maneira formal. Não obstante achamos importante marcar a entrada na idade adulta porque um rito de passagem como a comemoração do “debut” em sociedade ajuda a deixar para trás hábitos e interesses da adolescência e assumir as responsabilidades de adulto. A julgar como algumas pessoas insistem em permanecer jovens quase seria recomendável um rito de passagem dos 30, dos 40 e dos 50. Mas o debut originalmente era a apresentação em sociedade de uma moça que havendo concluído os seus estudos estava pronta para casar. 

Com a mudança dos costumes em que meninas de 12 anos já frequentam regularmente a noite, a festa de 15 anos pode na verdade ter a conotação de lembrar o fim da infância, saudar a vida adulta com suas responsabilidades ajudando a formar uma moça com idéias mais maduras sobre o que constitui a vida, quais são as várias fases da vida e o que ela deseja fazer da vida. Por isso mesmo que a festa de debutante lhe pareça fora de moda, não deixe de marcar a data oferecendo uma viagem à sua filha se for mais o estilo dela. O que vale é educar no sentido de crescer em atuação na vida em sociedade.

Quando a debutante é apresentada à noite, poderá trajar um amplo vestido de baile, usualmente branco e sua mãe um vestido que poderá ser de cor escura mas não preto. Ambas poderão trazer arranjos de flores ou outros nos cabelos mas não chapéus. O pai fará as honras da casa e estará vestido apropriadamente. As amigas com vestidos semelhantes mas mantém-se em discreto segundo plano e não poderão receber à porta, e à mesa sentar-se-ão com a debutante dona da festa.

As flores para a debutante vem dos parentes dos seus admiradores dos amigos da família, mas não as amigas. Pode ser feito chá-dançante.

Os convidados que se retiram antes de terminar a festa despedem-se discretamente com um muito obrigado, primeiro à dona da casa e depois à debutante. Todos os jovens presentes ao chá-dançante dançarão uma vez com a debutante e os mais bem-educados não deixarão de convidar a dona da casa e também outras senhoras presentes.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "