27 janeiro 2013

Boas Maneiras na Hora das Doenças


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Quando estamos doentes estamos mais frágeis e queremos nos colocar nas mãos dos outros para que nos cuidem e, às vezes, faltamos com a consideração com os demais ao nos sentirmos sempre, não importa o que nos façam, negligenciados.

E, às vezes, não se trata tanto de negligência de quem cuida de nós, ou dos nossos familiares, mas de uma preocupação excessiva conosco mesmos. Por isso um pouco de boas maneiras pode nos auxiliar nos momentos de enfermidade a não sermos abusivamente pesados aos outros. Do mesmo modo parentes e acompanhantes, através das boas maneiras, podem melhor atender o doente.

Pontos Práticos sobre Boas Maneiras nas Doenças
  1. Sorria sempre que possível, e agradeça o serviço que lhe prestam.
  2. Faça desses momentos uma ocasião de fortalecimento da fé e esperança dos outros.
  3. Quando estiver com uma doença contagiosa, seja uma simples gripe ou conjuntivite não saia, não contamine os outros. Às vezes por conveniência a mãe faz o filho ir para a creche ainda podendo transmitir uma doença às outras crianças o que é mais que falta de boas maneiras, mas de consciência.
  4. A doença não dá licença para a sujeira ou para a preguiça: No caso de uma gripe, por exemplo, mantenha seu quarto arejado e limpo. Não se entregue ao que é mais cômodo nem alongue os cuidados além do necessário para angariar atenções.
  5. Sempre que possível não comente dores ou achaques aos que lhe visitam. Evite falar de problemas. Às vezes quem o está visitando tem até maiores sofrimentos e você pode perder uma ocasião muito boa de "ajudar a levar uns a cruz dos outros".
  6. Se você visita alguém doente não dê a mão só os cumprimente com uma leve inclinação. Não demore e se estão muitas pessoas no quarto, saia e volte depois.
  7. Ofereça-se para prestar algum serviço como fazer compras, levar o filho de quem está doente para o colégio, etc. Ligue sempre antes para saber se é conveniente a visita. Mas faça realmente algo e não apenas fale. Às vezes é difícil saber quem fala da boca para fora e quem realmente você pode contar. Não se exclua de ajudar efetivamente, talvez ao final da vida seja o que se tem de positivo para contabilizar.
  8. Uma boa maneira de ajudar é doando sangue.
  9. Obedeça aos horários de visitas estabelecidos pelo hospital.
  10. Em caso de nascimento se visitou a mãe no hospital dê alguns dias para ela se adaptar à nova realidade até visitá-la de novo.
  11. Quando visitar um doente traga-lhe notícias de fora e ouça com atenção o que o doente diz. Cuidado para não falar de tragédias de nenhuma espécie.
  12. Mesmo quando o doente saiu do hospital devemos continuar procurando saber do seu estado até que se restabeleça ligando para sua casa por exemplo. Algumas pessoas, uma vez feita uma visita ao hospital, esquecem do doente. As boas maneiras exigem que acompanhemos, mesmo por telefone, a recuperação do doente até seu total restabelecimento.
  13. Depois de recuperados devemos agradecer a todos que procuraram saber como estávamos ou nos visitaram.
  14. Sempre que se chega a um guichê se cumprimenta o atendente.
  15. Se na sala de espera estão já algumas pessoas você pode dirigir a todos um bom dia ou boa tarde. Caso haja mais de seis pessoas cumprimente apenas a quem você terá a seu lado ao sentar-se.
  16. Nas recepções de consultórios e hospitais fala-se sempre muito baixo de modo a não incomodar quem está em volta que pode estar com muitas dores ou sérias preocupações.
  17. As boas maneiras exigem que se evite toda expansão emocional desnecessária como reclamar demoras, tratamentos, preços ou indignações morais de modo a não tornar mais pesado ou difícil a espera dos outros. Devemos reclamar sempre que o serviço for não for bom, mas pelos canais competentes, eficientemente e sempre com educação. Ter "ataques" de indignação com a atendente que pouco ou nada pode resolver resolve pouco. Seja eficiente para reclamar e não aumente a cruz dos outros.
  18. Evita-se falar de doenças e assuntos negativos enquanto se espera. Você pode falar da dor de um exame para alguém que está prestes a fazer o mesmo exame, etc.
  19. Pague tudo que deve em dia. Preencha as guias e documentos solicitados com eficiência. Traga todos os exames e documentos necessários. Saiba o que deve saber com excelência para auxiliar o bom atendimento. Mesmo doentes podemos – na medida de nossas possibilidades – sermos muito educados. Geralmente o doente até enfrenta bem os transtornos dos tratamentos. O acompanhante é que muitas vezes se impacienta.
  20. Se trabalhamos na área médica devemos ser especialmente pacientes e usar de boas maneiras com o público em geral esquecendo e perdoando imediatamente todas essas atitudes bruscas decorrentes de momentos de fraqueza pela enfermidade ou de preocupação com o enfermo. Ofereça a Deus a sua compreensão pela recuperação ou paz daquela pessoa.
  21. Procuramos ser compreensivos com o atendente sendo rápidos e eficientes na prestação das informações solicitadas. Faça a sua parte e não sobrecarregue desnecessariamente os outros: aprende o nome do exame, guarde onde deve fazê-lo, etc. Se não entendeu alguma coisa pergunte, mas seja pró-ativo. As nossas boas maneiras irão ajudar a tornar a nossa sociedade melhor exatamente quando forem adotadas assim, na vida cotidiana.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "