03 janeiro 2013

Boas Maneiras e as Rivalidades Familiares

Durante a infância e adolescência, deveríamos ter recebido uma educação que nos preparasse para a vida adulta. Muitas vezes essas preparação não ocorre de forma ideal por muitos fatores. Mas isto não é motivo para, como adultos, não fazermos o que for possível para melhorar no que nos falta. Mesmo aquelas sequelas decorrentes de convívios difíceis que nos deixam com medos, inseguranças, rivalidades podem e devem ser superados. Limitações financeiras e de instrução também são oportunidades de nos superarmos

Ou seja, não se contente em culpar a sua criação, a sua falta de recursos, o difícil caráter do seu pai ou da sua mãe e procure ser um adulto saudável e que ama muito, porque esta é a medida da vida. Esqueça as tragédias e dificuldades do passado pelo menos como fonte de constante auto-piedade ou de desculpa para fracassos mais ou menos consentidos. Não torne o seu caráter refém de aprovações, traumas ou disputas de irmãos. Você tem direito à sua vida e deve plenificá-la. A melhor forma de “passar a borracha” é usando o remédio do perdão.

Coloque o que é negativo para trás e construa uma vida feliz a partir do que tem e do que é de bom. O bom constrói, o mal, mesmo quando só rememorado, destrói, impede o crescimento.

Com primos que sempre foram motivo de desgaste e desgosto lembre-se de que você é obrigado a perdoar mas não é obrigado a conviver. Desenvolva relacionamentos com seus primos e parentes proporcionais à forma como o tratam: aos mais queridos mais tempo e intimidade e menos com os que estão sempre implicando, explorando, etc.


Pontos Práticos para Evitar as Rivalidades Familiares
  1. Perdoe.
  2. Evite a todo custo a fofoca. Não reclame dos seus irmãos e primos para seus pais. Pelo menos não como quem busca prevalecer na disputa pelo amor do pai e da mãe.
  3. Não faça aos outros o que fazem com você: não se encoste, explore, grite, ignore.
  4. Deixe claro o problema.
  5. Corra atrás dos “defeitos de origem” melhorando sempre como ser humano. Não para perfazer um ideal externo como, por exemplo, “ser bacana”, mas para honrar a Deus, para fazer o bem, para ser mais parecido com Cristo, filho de Deus o que somos, por Cristo.
  6. Como adulto busque resolver o máximo dos seus problemas sem ser oneroso aos demais e isto inclui não se lamuriar. Isto porém não quer dizer não pedir ajuda, não receber ajuda. Isto seria orgulho. Trata-se antes de uma disposição interna de não querer empurrar a sua cruz para os demais. E na vida cotidiana isso ocorre é nos mínimos detalhes e é aí que são pesados e cansativos: aquela irmã boboca de conveniência que nunca sabe nada e todos tem que lhe carregar nas costas quando se trata de assuntos legais. O homem que não entende e ignora tudo sobre o cuidado do lar e não toma o menor conhecimento de que sua toalha molhada na cama custa muito, seu descaso com o cuidado dos filhos é cansativo, etc.
  7. Seja sempre educado com seus irmãos e primos.
  8. Deixe no passado a competitividade entre primos e irmãos. Olhe para seus irmãos com lealdade, aceitação e apoio. As famílias tendem a crescer e é muito bom se existirem laços sinceros, puros, bons e produtivos e não apenas uma mera convivência que evitou atritos e que se resume no consumo de glutonerias ou em lembranças vagas em encontros fortuitos de toda a família como nos casamentos e enterros. Para isso muito influi a categoria humana que nós realmente chegamos a desenvolver.
  9. Alienar-se da família é um processo doloroso, cheio de culpa e desgaste emocional. Diminua a importância das ofensas e viva mais intensamente a sua vida ao invés de comiserar os efeitos, sem dúvidas, desgastantes das disputas.
  10. Em resumo aceite a expansão da família, alimente laços saudáveis, cuide das crianças, dos idosos, eleve os jovens pelo bom exemplo. Seu papel pode ser infindável se vivido no amor. 

"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "