10 dezembro 2012

Dica de Boas Maneiras sobre as Bebidas

Quando mudamos de mesa num restaurante por qualquer motivo, seja passarmos do bar onde aguardávamos uma mesa, seja por que mudamos de praça, cabe ao garçom levar a bebida para a nova mesa. Isto não cabe ao cliente. Uma amiga criou um pequeno caso achando que não gostava de ser servida e que portanto tinha que ela mesma levar a bebida. Não se trata de ser ou não servida que no caso ela queria se referir a ter independência e autonomia de ação, no sentido de não ser dependente ou "escravagista". É preciso não confundir "Carolina de Sá Leitão" com "caçaarolinha de assar leitão".


Devemos ser sim independentes: lavar nossa roupa, arrumar nossa cama, pagar nossas contas e não nos encostarmos em ninguém. Isso é sinal de caráter. Mas o serviço à mesa - quando não é "self-service" - é feito pelo garçom. Ou seja, é como se você fosse ao médico e dissesse, " - Não, a pressão eu tomo.

O senhor só dá o remédio, porque a pressão eu sei tomar e sou independente." O serviço do garçom deve ser valorizado e se ser consciente dele, e dar boa gorjeta e colaborar, mas não substituí-lo. Isso é não saber onde estamos.

Na verdade muitas pessoas não sabem exatamente "utilizar" do serviço, ou colocar-se como se deve nas várias situações da vida em sociedade. Como por exemplo a mulher que não exige as atenções que lhe são devidas na vida cotidiana, ou os recibos que se devem pedir, ou os documentos e procedimentos que devem ser seguidos em trâmites burocráticos cotidianos. É preciso conhecer as situações da vida em sociedade e saber portar-se como se deve.


Quanto às refeições existe um detalhe ainda mais importante: As refeições devem ser vistas como momentos de partilha entre as pessoas. Isto é o aspecto mais importante de qualquer encontro, mesmo profissional: o contato humano, expresso em respeito e consideração consciente pelas pessoas com quem encontramos e partilhamos aquele momento.

Nesse sentido, todo conforto material e de serviço colocado a disposição das refeições não é para favorecer a glutoneria, o consumo de bebida e comida, mas favorecer o encontro e torná-lo o mais agradável possível. Por isso a pessoa educada presta o mínimo de atenção às circunstâncias matérias para poder estar com as pessoas. Esse é o papel do garçom e do serviço à mesa como um todo: proporcionar as melhores condições para o encontro das pessoas. Negá-lo é desfazer dele.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "