13 dezembro 2012

Boas Maneiras com Autoridades e Pessoas de Cerimônia

  1. A pessoa educada sempre reconhece a situação de hierarquia sem ter-se por "intimo do poder" como os que tomam liberdades para mostrarem-se de alguma maneira iguais aos daquele grupo. A pessoa educada sempre respeita a formalidade necessária. Um bom advogado não ganha mérito por não chamar um juiz de excelência e assim querer-se dizer importante, ou equivalente ao juiz. Recusar a formalidade devida é prova de falta de boas maneiras, ignorância ou presunção. À pessoa de mais autoridade é que cabe quebrar a informalidade se desejar.
  2. Ao dirigi-se à pessoa de cerimônia usar a expressão “senhor” “senhora” até que ela lhe diga para tratar pelo pré-nome. Se nunca o fizer mantenha o tratamento cerimonioso.
  3. Caso seja você a pessoa de cargo superior só peça para tratar-lhe por “você” se deseja estabelecer amizade mais próxima. Se não sabe ainda, por não conhecê-la se deseja estabelecer relações além das sociais não se sinta obrigado a informalizar a relação.
  4. Deve-se evitar telefonar para a autoridade se ela não nos disse para fazê-lo expressamente ou não exista uma razão de trabalho ou forte para fazê-lo.
  5. As pessoas mais formais se receberão de pé pelos homens. As mulheres só se levantam se for uma autoridade eclesiástica ou na presença de uma senhora muito idosa.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "