16 novembro 2012

Detalhes Boas Maneiras na Missa

VIDA EM SOCIEDADE:  BOAS MANEIRAS  QUALIDADES HUMANAS  CRISTIANISMO  

Nos gestos de adoração, como ajoelhar-se, ou inclinar a cabeça e ou o corpo, ou ainda, no caso da flexão de um joelho em frente ao sacrário, (genuflexão), sempre queremos expressar reverência e carinho, submissão e desejo de união e serviço a Deus.

A verdadeira adoração, portanto, não significa alienação, mas identificação com Deus.  Um filho de Deus trata a Deus como Pai. Seu tratamento não é uma submissão servil, nem uma questão de formalidade de educação, mas é expressão da relação de respeito e confiança entre Pai e filho.


São Tomás de Aquino explica que, na adoração a verdadeira humilhação, que se manifesta fora do corpo e estimula a devoção interior da alma, está no desejo de se submeter a Deus para servir as almas e não se limita a observância fiel de uma cerimônia, que são obviamente indispensáveis, mas é a rendição completa do coração e da vida a Deus.

A Igreja é local de recolhimento e oração. Nossas disposições interiores devem ser portanto de respeito e reverência e com “aquela pureza, humildade e devoção” de Nossa Senhora e com o “espírito e o fervor dos Santos.” Por refletir nossa disposições interiores, nossos gestos e apresentação devem ser apropriados à  Igreja. Por isso lembremos de:

Postura

Fazer muito silêncio. A igreja é um lugar de oração. Durante as celebrações devemos manter silêncio evitando os ruídos de sussurros, tiques nervosos, leituras e orações em voz alta, os comentários, etc.

Desligar o celular

Genuflexão do soldado da Guarda Suíça
no Vaticano
A crianças sim podem esperar sentadas sem circular por toda a igreja. É preciso que se lhes explique o que está ocorrendo e se lhes demonstre com o próprio exemplo a reverência devida. Já vi adultos, pai e mãe deixarem a missa e depois se justificarem de não ir a missa porque a filha não para quieta. A menina tinha então 6 anos. Quem educa quem aqui? 

Não ficam bem as conversas em voz alta, muito animadas, mesmo no intervalo das celebrações, as demonstrações de carinho íntimo como beijos e carícias, o passear indiferente ou com desdém ou mesmo mera curiosidade humana como nessas Igrejas frequentadas por turistas, esquecendo-se de que para as outras pessoas aqueles objetos de arte são símbolos de valores maiores, ou fazendo comentários sem respeito às pessoas ou a religião ou aos símbolos da religião ali encontrados. 

Não ir a Missa por rotina. Devemos atualizar a vontade como dom de sim mesmo imitando o sim de Nossa Senhora.

Apresentação Pessoal

Roupas discretas são mais
apropriadas para a Missa
Se fossemos visitar o patrão do nosso marido ou um chefe de estado certamente não iríamos de shorts, chinelos ou qualquer outra apresentação não condizente com o local e a autoridade presentes.

Na Missa diária o "traje esporte", mas nas Missas Solenes podemos caprichar um pouco mais com um "traje passeio". As regras de boas maneiras estabelecem que um evento com uma autoridade, civil ou eclesiástica crescem em formalidade. Ou seja, se uma Missa vai contar com a presença de um Bispo ou  Arcebispo, Presidente ou equivalente devemos caprichar um pouco mais na nossa apresentação.

Mas em toda Santa Missa os trajes devem ser adequados: nem curtos, nem decotados demais, ou apertados demais, nem shorts ou roupa apropriada mais para a praia do que para um evento religioso. Sempre vestir-se com muito decoro.

Acompanhando a Missa 

A missa é um momento de oração e é isso o que devemos estar fazendo. Como é uma oração coletiva, diferente da oração privada, devem-se acompanhar as marcas da missa. O contrário disso é ficar reparando nas pessoas, no sacerdote ou deixar-se levar por pensamentos e outras distrações.

Do mesmo modo às crianças é possível dar exemplo e explicar o valor da Missa ao invés "ser guiado" pela criança, correndo atrás dela por todo o recinto ou usando-a como desculpa para sair da Igreja, "para levá-la para passear".

É pelo seu exemplo de devoção, pela vivência real de sua fé que seu filho vê em casa e nos seus gestos e por suas explicações claras e oportunas, que ele terá uma boa e frutuosa relação com Deus, muito longe dos fanatismos e caricaturas que caracterizam as falsas devoções.
Além do que, em todas as circunstâncias, estar onde se está – verdadeiramente – enriquece. 
  1. Seguem-se as marcas normais da missa para ajoelhar, cantar, cumprimentar. Sem antecipar os cumprimentos como quem liquida uma tarefa, ou sair antes do sacerdote. 
  2. Acompanham-se os gestos devidos na hora devida com muita naturalidade. 
  3. Tire de toda Missa um propósito para você. 
  4. Em frente ao Santíssimo Sacramento ajoelha-se. É a genuflexão. Em frente ao altar sem o santíssimo faz-se uma vênia. ( inclinação do corpo). A genuflexão pressupõe que o joelho inclinado toque no chão, se espera um momento e se volta a posição de pé. Se não se pode fazer a genuflexão por idade, ou qualquer outro motivo quando se passa em frente do Sacrário se faz a vênia. Procure fazer o gesto correto pelo que ele significa de não qualquer trejeito. 
  5. Não é necessário fazer o sinal da cruz enquanto fazemos a genuflexão. Ao altar, se não está na mesma direção que o Santíssimo, ( às vezes posicionado numa capela ao lado), devemos apenas a vênia que é a inclinação do tronco para a frente, também não sendo preciso acrescentar nenhum outro gesto. À uma imagem de Nossa Senhora convém também que a saudemos com uma vênia ou fazendo o sinal da cruz que é na verdade um pedido de que nos abençoe.
  6. Não se chega atrasado na Missa. 
  7. Nos levantamos quando vemos que o celebrante está se dirigindo ao altar. 
  8. Aquele que se ajoelha perante Deus o faz por uma profunda consciência de sua dependência do Pai. Assim os gestos não devem ser mecânicos ou meramente rituais.
COMPRE 
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "