18 novembro 2012

Boas Maneiras e a Educação dos Filhos

Não há nada mais humilhante para uma criança do que ser ridiculamente vestida. Não imponha sua moda sobre a criança, se ela já demonstra um interesse numa determinada direção, respeite. Mas isso não quer dizer deixá-la vestir-se como cabide de consumismos.

Respeitamos os filhos quando respeitamos seu modo de ser e acolhemos a sua livre expressão. Oriente-os quanto ao melhor modo de se vestir, mas permita a eleição de cores, peças, estilo. O que não quer dizer permitir que ande fantasiado ou que tenha livre expansão a sua preguiça por cuidar-se, o mal gosto dos que são excessivamente tímidos que na verdade são orgulhosos. Ensine-os a ter bom gosto e nem tudo que está na moda é de bom gosto.

Não compre roupa ordinária para o seu filho. Ensine-o a apreciar roupas e acessórios de boa qualidade e bom gosto. Tudo educa o filho sobre o que ele é, jamais diga que "qualquer coisa está bom". Não o critique nem desenvolva problemas de imagem com comparações e críticas principalmente na adolescência. É preciso reafirmar constantemente o valor dos filhos como eles são. Aproveite todas as ocasiões, como comprar-lhe uma blusa para dizer como ele fica bem com aquela cor, por exemplo. Pessoas saudáveis apreciam-se mutuamente com facilidade. 

Não cuide só de aspectos materiais do seu filho. Cultura, boas maneiras, valores são aspectos muito importantes que devem ser recebidos em casa. Eduque sobre o que é e o valor de: Deus, vida, morte, amor, família, amigos, natureza, trabalho, Igreja, doença, dificuldade, sacrifício, o valor dos filhos, etc. Tenha sempre uma posição realista mas otimista porque mesmo que você tenha sofrido desilusões a criança tem direito a uma vida plena, sem que lhe sejam semeadas mais tristezas do que eventualmente terá.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "