05 novembro 2012

34 Dicas de Boas Maneiras para os Jovens



  1. Desde cedo ensine seu filho a solicitar tudo com um “por favor” e a agradecer o que recebe com um “muito obrigado” até que se torne efetivamente um hábito. Insista a cada oportunidade para ajudar a formar o hábito. As boas maneiras, começando por estas primeiras palavrinhas, ajudam a moldar o modo de ser do seu filho para que ele repare no outro, combatendo o egocentrismo infantil natural na infância. A permanência na vida adulta de semelhante atitude auto - centrada, trará sérias limitações ao desenvolvimento pessoal, social e humano dessa pessoa. 
  2. Ensine a criança a cumprimentar os outros pronunciando corretamente o nome da pessoa cumprimentada com a devida forma de tratamento, senhor ou senhora e não apenas usando expressões monossilábicas. Do mesmo modo a criança deve desde cedo aprender a cumprimentar dando a mão. 
  3. As crianças podem e devem comportar-se à mesa com a mesma educação dos adultos. Quando são pequenos se pode permitir que saiam da mesa se a refeição é demorada. Mas nunca é cedo demais para ir fazendo compreender ao filho que a refeição é um momento de partilha. Não deixe que toda a refeição seja comprometida pelo atendimento e às crianças. É de cedo que elas devem compreender a também ouvir os outros e esperar pela sua vez de falar além de usar propriamente os talheres e estar-se a mesa propriamente e não como num parquinho onde as coisas estão ali para ela se divertir. Pratique em casa, em todas as refeições, o modo certo de portar-se à mesa de modo que quando a criança vá ao restaurante já demonstre com naturalidade tudo que aprendeu. 
  4. Devemos respeitar a privacidade das crianças. Por exemplo não devemos tentar nos envolver nas suas conversas, ouvir suas ligações telefônicas, mexer nas suas coisas, intrometer-se em suas coisas de forma abusiva. Toque a porta e espere a resposta “entre” antes de entrar no quarto dele. É dando o exemplo que eles aprenderão a respeitar os outros. 
  5. Ensine seu filho a não interromper uma conversa, a esperar que haja uma brecha na conversa para falar. Igualmente ensine-o a não monopolizar as atenções mostrando-lhe que todos tem igual de direito de se expressar e que devemos nos interessar pelo que os outros dizem. 6 - Deve-se ensinar cedo a agradecer as atenções e os presentes recebidos de forma real, constante e efetiva. Pessoalmente, por telefone ou por uma cartinha. Sempre e com todos.“ - Obrigado por ter vindo vovó.” Se recebemos um presente devemos agradecê-lo na hora. Se não foi possível fazê-lo ensine seu filho a mandar um bilhetinho de agradecimento. As crianças jamais devem pensar que os outros lhes “devem” presentes ou atenções por “obrigação”. Os mimos não agradecidos podem -com a repetição na vida cotidiana - contribuir para forjar um caráter egoísta. Não agradecer é praticar uma certa arrogância de ter a atenção dos outros como naturalmente devida. Com os anos e a prática de ter a atenção dos outros como devida, pode levar a criança a se tornar um adulto voltado demais para si mesmo e incapaz de reconhecer o valor dos outros. As indelicadezas e os descasos, quando praticados cotidianamente, contribuem para forjar o modo de ser de cada um levando a formar pessoas de mais difícil trato social e afetivo. 7 - Incentivar o consumo como forma de lazer, ou de alegria condicionando a felicidade possível a posse de bens reduz as possibilidades de lazer e interesse das crianças. Do mesmo modo relações com base na doação de objetos, de “surpresas” ou de compensações para que o filho estude, ou para ter “um tempo” entretendo-o com o consumo (- Vá ver televisão que a mamãe quer descansar.) esvazia o caráter das crianças de outras possibilidades de motivação mais ricas porque condiciona tudo ao dar e receber objetos em premiação ou como estimulo para realizar uma tarefa ou para ter um determinado comportamento desejado pelos pais. A educação através de “comércio de prêmios” e de “preços” para fazer alguma coisa ou como consolação por ter feito alguma coisa enfraquece ou inviabiliza nas crianças outras formas de comportamento não “comercias”. O filho deve deixar a sua mãe descansar por consideração, estudar porque é sua obrigação, etc. Faça exercícios sobre isso: leve seu filho ao cinema sem comprar pipoca ou chocolate. Basta o cinema. Procure debater sobre o filme, mas não acrescente mais consumo para “melhorar” o programa. Ao invés de condicionar as crianças para o consumo e pelo consumo, devemos ajudá-las a descobrir interesses pelos quais desenvolvam novas habilidades e virtudes. A leitura é sempre meio de abrir horizontes. 
  6. É importante ensinar através do exemplo a atitude geral da pessoa educada de respeito e consideração devida a todas as pessoas. Os pais que se tratam e tratam aos filhos com bondade, escutam suas participações sem permanente atitude de policiamento, são participativos entre si, respeitam-se mutuamente e se alternam dando claras mostras de aceitação e respeito mútuo estão ensinando seus filhos, pelo exemplo a serem educados. 
  7. Ensine a criança desde cedo a usar o telefone: falar claramente, a identificar-se, a anotar recados e a não monopolizar o uso do telefone. 
  8. É preciso ensinar às crianças que as boas maneiras são usadas em todos os lugares e não apenas em situações especiais. Por exemplo, se em casa se come como se quer e aonde se quer e quando se tem vontade por exemplo, é pouco provável que a criança tenha prática de boas maneiras à mesa para demonstrá-la socialmente. Os pais são professores insubstituíveis na educação de seus filhos. Sua parte não pode ser substituída pelo colégio ou outros membros da família que devem ter em relação aos pais caráter complementar e não substitutiva na formação dos filhos. Inclusive é dever dos pais vigiar o que está sendo ensinado aos filhos nesses outros ambientes intervindo quando não concordar com o que estiver sendo informado aos filhos. 
  9. Cumpra seus horários: dormir, comer, etc. 
  10. Traga sempre em dia suas atividades escolares, sociais, etc. 
  11. Faça-as com capricho todas as suas atividades e não somente aquelas que você gosta. 
  12. Não seja objeto de ladainhas: não ponha o dedo no nariz, não roa a unha, não grite, sente-se direito, vá tomar banho, etc. 
  13. Não seja exigente ao pedir dinheiro a seus pais: quando conseguir boas notas ou fizer um serviço. É sempre uma satisfação fazer as coisas bem feitas. 
  14. Evite as más companhias. 
  15. Brinque, estude, leia ou trabalhe no local da casa onde não incomode os outros ou onde possa estragar os móveis ou o programa de diversão, (TV, rádio), dos outros. 
  16. Respeite o trabalho dos seus irmãos ou colegas e não faça barulho. 
  17. Os idosos precisam de mais atenção. Dê o braço para subir ou descer as escadas. Devemos demonstrar Interesse pelas suas histórias ainda que repetidas, (quando você era pequeno ele tinha paciência com sua necessidade de repetir histórias, por exemplo.). Visite-os, converse com eles, evite ruídos que os possam perturbar. Não os critiquem, tenham paciência com as suas repetições, inabilidades e achaques. Faça coisas como: uma almofada para as costas, uma luz especial, etc. Enfim pelos detalhes é que se ama verdadeiramente. Ser cuidadoso no modo de falar, evitar expressões que possam ser desagradáveis a eles como gírias. 
  18. Palavrões e grosserias já não existem no seu vocabulário, certo? 
  19. Trate professores, chefes, encarregados e empregados com amabilidade. Em sala levante o braço, no trabalho marque um encontro, se for queixar-se não esqueça de elogiar algo de bom primeiro. para depois pedir o que lhe convém. Em sala de aula pergunte, participe mas não monopolize o professor com um assunto seu para não o impor aos outros em detrimento da matéria. Estão todos alí por um motivo específico que deve ser respeitado. 
  20. Por falar em sala de aula lembre-se de o melhor lugar para guardar a matéria é na cabeça e não nos cadernos. 
  21. Não ridicularize as outras pessoas por causa de nomes, apelidos, maneiras de vestir. Mesmo que todos entrem num processo coletivo de risadas. Faça a coisa certa e manifeste-se contra o abuso sobre os mais fracos. O certo é não diminuir ninguém, nunca, por nada. 
  22. Se alguma pessoa não tem a mesma habilidade que você, num jogo num ofício ajude-os a se sentir a vontade a que não sejam marginalizados. 
  23. Não forme patotinhas num grupo maior. Seja um bom colega de todos. 
  24. Se alguém foi penalizado por um erro que foi seu, diga-o imediatamente. 
  25. Ceda a vez numa calçada estreita para uma senhora com criança, idoso, etc. Ceda o lugar no ônibus para idosos, mulheres grávidas ou com crianças pequena. Ofereça seu lugar prontamente sem titubear. 
  26. Preste pequenos serviços em casa ou com os amigos e familiares. 
  27. Quando tiver que se locomover de um local para outro na sua escola, num clube, ou mesmo na rua, não o faça correndo, assobiando ou chamando atenção. 
  28. Já desde criança e por toda a adolescência, vá praticando para não virar uma “pipoca”: quer tudo, quer mexer em tudo, quer falar sem parar, quer saber tudo sem ouvir realmente sobre nada, etc. É geralmente sintoma de frivolidade e falta de critério. 
  29. Temperar a imaginação fazendo o que devemos fazer - a cada momento para não criar alegrias que nos ponha satisfeitos demais de nós mesmos sem motivo real e portanto afastados da realidade. 
  30. Do mesmo modo fugir de medos e tristezas fabricados pela imaginação geralmente fabricados por preguiça de se fazer o que se deve. 
  31. Fugir do menor mal porque atrás dele vem os outros. 
  32. Evitar qualquer forma de dependência cultivada no cotidiano como consolação: consumo de álcool, cigarros, refrigerantes, alimentos fast food, televisão, doces, chocolates, etc., a ponto de não poder viver sem eles. 
  33. Evitar drogas de qualquer tipo. Faça como se a droga (e quem a ofereceu) fossem uma cobra, ou um cachorro bravo, ou um carro em alta velocidade: saia de perto, correndo. 
  34. Não esperar demais dos outros e dos amigos.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "