02 outubro 2012

Boas Maneiras e o Empregado Doméstico

O Empregado Doméstico Deve se
Profissionalizar
O serviço doméstico em si não pode ser associado à humilhação decorrente de preconceitos ou presunções. Todo serviço é importante e pode e deve ser prestado com profissionalismo. 

Existe sim gente que precisa humilhar os outros para sentir-se importante. Mas quanto mais profissional o empregado doméstico se colocar, como um prestador de serviços qualificado, mais ele será medido pelo serviço que presta e não pelo agrado que sua pessoa possa causar  aos patrões. 

Os relacionamentos não devem se confundir: a relação é profissional e não pessoal e, portanto, não cabe permitir explorações ou "assédio moral" dos patrões, mas antes posicionar-se como um profissional. E para isso deve executar um serviço bem feito e comportar-se com boas maneiras e cortesia. 

É claro que as boas maneiras e a cortesia são necessárias em todos os relacionamento profissionais, mas quando o empregado precisa ser de uma determinada maneira para agradar os patrões aí pode se configurar abuso de poder. 

Ainda que isto seja difícil para certas pessoas tímidas ou que já experimentaram o progresso pela adulação ou a humilhação é preciso consolidar a democracia que está baseada em relações qualificadas e deixar esse comportamento que está associado à exploração elitista de uma sociedade moldada por 400 anos de escravidão.

Todos devemos investir e exigir profissionalismo na relação patrão-empregado doméstico de modo que não aconteçam abusos. Esse ter que agradar a um nível para além da simples educação é um resquício da escravidão e por isso abominável. 

Pontos Práticos de Boas Maneiras dos Empregados Domésticos
  1. Seja profissional: execute bem o trabalho combinada evitando os extremos de fazer mal feito só porque ninguém está exigindo e o de se deixar explorar. É a prestação de um serviço por uma remuneração e não um trabalho para ser "aprovada" como pessoa se se permitir explorar. Valorize-se por exigir regras claras e por fazer um trabalho bem feito.
  2. Os empregados domésticos não devem responder apenas sim ou não, mas “ – Sim, senhor.” ou “– Não, senhora.” 
  3. Os empregados domésticos devem evitar o “querer se arrumar” a custa dos patrões. Os empregados não devem achar que seus patrões lhes devem atender do jeito que gostariam, só porque “eles tem dinheiro” ou só porque são seus empregados ou porque lhe prestam serviços extras. O empregado doméstico é contratado para prestar um serviço e por isso deve ser pago. A cortesia mútua deve ser mantida dentro de um limite que não permita abusos de um lado e mal entendidos ou falsas expectativas de outro. A melhor postura do empregado doméstico é a de qualquer prestador de serviço: fazer o seu trabalho bem feito para ser bem remunerado por ele e não para se tornar “amado” pelo patrão e, através disto conseguir alguma vantagem. 
  4. O empregado doméstico deve manter o comportamento e a apresentação pessoal de tal modo arrumada, limpa e bem apresentada que ela fale por si do seu profissionalismo. 
  5. Falar em voz baixa e não cantar ou assoviar em serviço. O rádio para passar roupa ou cozinhar não deve incomodar as outras pessoas da casa. 
  6. Não caminhar arrastando os pés, usar gírias, trejeitos, palavrões, fumar ou usar o telefone sem pedir. 
  7. Tratar visitas com cortesia, mas sem intimidade. 
  8. Não conversar em voz alta com os outros empregados nem falar mal de ninguém da casa ou de visitantes. Não comente nada do que vê com estranhos. Não dê conversa nem dê informações confidenciais como endereço, telefone, sem ordens expressas dos patrões. Não informe horário das pessoas da família a quem quer que seja sem autorização. Não dê intimidade a filhos, mulheres solteiras nem se indisponha com idosos da casa. 
  9. Não brigar ou indispor-se com outros empregados, trazer problemas de casa para o trabalho. 
  10. Atender sempre com solicitude os patrões, a porta, o telefone, as crianças e os idosos. Deixar mensagens e recados claros e bem anotados. 
  11. Manter uma atitude correta quando estiver servindo à mesa. 
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"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "