09 maio 2012

Boas Maneiras e os Deficientes Visuais


Não mexa e nem mova os objetos do portador de deficiência visual. Não brinque com o cão guia para não distraí-lo de sua missão. Tudo que pensar fazer que possa incomodar o portador de deficiência visual, pergunte primeiro. Jamais segure o cego pelo braço. Dê seu braço para guiá-lo. Avise dos obstáculos e descreva o que vem em seguida.
  • Quando chegar a um restaurante com um portador de deficiência visual, você pode oferecer uma pequena descrição do espaço assim que entrarem. Mas não se ofereça para cortar bife do amigo deficiente. O portador de deficiência visual deve pedir isso ao garçom. Mas você pode auxiliar a escolher comidas no bufê, servir o café, mas faça tudo parecer natural, parte de sua cortesia com todos e não apenas auxílio por causa da deficiência. Entre pessoas com boas maneiras, os comentários entre todos auxiliam o portador de deficiência visual a reconhecer o ambiente, o que está servido no bufê. 
  • E isto porque a apresentação das circunstâncias para que o portador de deficiência visual reconheça o ambiente, é feita como parte da conversação natural evitando aquele silêncio interrompido por aportes de direcionamento, dando ao cego a terrível sensação de que ele é um estorvo, ou de que ele está incomodando os demais. 
  • Não seja “tutor” do deficiente querendo guiá-lo para tudo. Nada mais chato. Procure cumprimentar o cego com um aperto de mão. Isso equivale a um sorriso. Evite falar alto porque a audição dos cegos costuma ser mais aguçada. Quando um cego chegar ao seu ambiente identifique-se para que pela voz ele possa saber com quem está falando. Você pode se oferecer para ler informações impressas, mas pergunte antes sempre.  
  • Sempre que se encontrar com um portador de deficiência visual identifique-se de imediato e apresente-o a todas as outras pessoas que estão com você. Quando alguém do seu grupo falar indique quem fala de forma amigável. É importante dar naturalidade à conversa mesmo indicando quem está falando, ou seja, não é preciso transformar a conversa numa tradução. " – Agora é o João que está falando." Agora é o Pedro.”, etc. Diga talvez " – O João agora quer lhe dizer como foi bom o almoço..." 
  • Quando caminhando com um portador de deficiência visual não o conduza, apenas ofereça o seu braço e ele o seguirá. Se você ofereceu ajuda espere a resposta antes de empurrar, pegar a mão ou começar a andar. 
  • Você pode se oferecer para ler o cardápio ou outras informações escritas, mas faça isso naturalmente. Não tenha receio de pedir instruções sobre como proceder. 
  • Evite falar da sua inabilidade de lidar com necessidades especiais. Quando um cego chegar numa roda dê seu nome para que ele possa ligar seu nome à sua voz. Talvez seja preciso repetir sua apresentação até que o portador de deficiência visual guarde pela voz seu nome. É importante descrever o trajeto à frente e avisá-la dos obstáculos à frente. Evite gesticular. 
  • Quando um cego lhe pedir informações seja claro quanto ao trajeto indicando quando virar a esquerda, quantos metros faltam, obstáculos, etc. 
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      "Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "