16 abril 2012

Boas Maneiras, Presentes, Amigo Oculto

Os pequenos presentes entretêm a amizade. Um presente não se mede tanto pelo seu valor real e sim pelo que ele leva como dose de boa vontade e do desejo de agradar. Por isso presentear talvez seja considerado uma arte. Presentear baseia-se no senso de oportunidade, no grau de relacionamento, no bom gosto da escolha e na relatividade dos valores.

A regra básica é nem excesso o que cria dificuldades de retribuição (fora o fato de poder ser exibicionismo) nem o erro da omissão. São aqueles que nunca podem comprar uma lembrança e vivem dando explicações. Ao final e ao cabo são conhecidos por isso a acabam não sendo nunca levados a sério.

Presenteamos em geral no Natal, na Páscoa, nos nascimentos, batizados, primeira comunhão, festas de formatura, noivados, casamentos e bodas, despedidas e datas pessoais como o aniversário natalício. Além das datas comerciais como dia da secretária, dia das mães, entre outras. Deve-se sempre que possível, trazer lembranças de viagem e enviar cartões postais.

Ninguém se esqueça que lembrança com lembrança se paga.

Abrir o presente recebido na hora e na frente de quem o ofereceu. Não faze-lo ou hesitar poderia ser visto como pouco caso. Também não deixar transparecer que se está abrindo o presente por uma mera questão de etiqueta.

Consideração não pode ser determinada por regras, mas por um coração amoroso. Se o presente é feito em lugar público, quem ofereceu pode poupar o presenteado de abrir embrulho ao dizer o que este contém. NÃO ESQUECER DE AGRADECER o presente recebido. Se você o abriu na presence de quem o deu não é preciso mandar nota de agradecimento, caso contrário agradeça por escrito. A pessoa que recebeu o presente é que escreve a nota de agradecimento. 

Se um parente enviou um presente para cada membro ou criança da família deve-se fazer um agradecimento único comentando cada um dos presentes. Se um casal recebeu presentes podem dividir a lista de agradecimentos.

As crianças menores podem receber ajudar para fazer as notas de agradecimento mas as mesmas devem conter uma participação das crianças como um desenho por exemplo. Irá ajudá-las a desenvolver a o hábito de agradecer. Agradeça o mais prontamente possível. Não agradecer é muito rude. Receber um cartão de agradecimento pelo correio é mais agradável e atencioso do que o rápido e-mail.

Presentear é sempre uma decisão individual. As orientações aqui apresentadas não tem “ força de lei” mas para presentear podemos considerar:

Na época de Natal podemos presentear quer com uma contribuição em dinheiro quer com um presente às pessoas que nos prestaram serviços ao longo de todo o ano como uma forma de mostrar apreço pela sua participação em nossa vida.

Para isso podemos considerar: nosso orçamento, quanto estamos satisfeitos com seus serviços, quão intenso ou não e há quanto tempo nos prestam ou não esses serviço e se se trata de um cabelereiro se é de luxo ou não, os costumes regionais. Com isso em mente, no Natal podemos presentear os professores, atendentes da creche, empregados domésticos, entregadores de jornais, personal trainer, cabelereiros e manicures, massagistas, porteiros e demais prestadores de serviço principlamente àqueles que não receberam regularmente, após cada prestação de serviço, uma gorjeta.

Se alguém lhe deu um presente e você não tem um presente para dar a essa pessoa não é preciso se justificar mas agradeça o presente recebido. Isto é o que não se pode deixar de fazer. Você pode dar um presente a essa pessoas depois. Algumas senhoras que guardavam presentes para ocasiões imprevistas. Só tenha cuidado para seus presentes não serem muito genéricos ou impessoais.

Festas de noivado não pedem presentes. Já serão dados nos chás-de-panela e no casamento. A festa de noivado é uma comemoração com os amigos mais próximos. Para os homens o mais apropriado são as flores plantadas em vasos.

Atenção: Como o nome sugere é VOCÊ que se fara "presente" pelo presente. São seus sentimentos, seus votos o que você está entregando com o objeto. Por isso não se deixe levar por motivações erradas porque elas estarão no seu presente.

Lembre-se que o Natal é sobre o nascimento de Cristo e tudo o que Ele representa é o mais importante no Natal: o amor, a família, a união, etc. Nesse contexto, uma pessoa verdadeiramente católica verá no presente não a alegria da festa, mas um meio de expressar a alegria, promovendo a alegria nos demais.

Nesse sentido o presente de Natal pode sim ser uma "lembrancinha", uma alegria para o outro. Mas se você não é realmente religiosa não esconda a sua falta de recursos nesta concepção. Existe uma distância muito grande em dar um cadernetinha rosa para uma sobrinha pequena, do personagem favorito dela, bem embrulhada, com votos sinceros que expressam muito amor e dar um vidro de pimenta ou doce para todos os parentes porque você está dura. Ou seja, você dá o objeto mas ele é expressão do que você está pensando, é ou sente. Por isso cuidado ao presentear lembrando de:
  • Uma boa maneira de evitar esse "desvencilhar-se" de encargos ou despesas, e claro, além de ser meio de muita categoria humana é nunca, nunca presenteie, no Natal e em todas as demais ocasições, sem acrescentar umas palavras, uns votos, um cartão.
  • Embrulhe com capricho, escolha o presente de forma personalizada, não se endivide demais, não esqueça ninguém, tenha presentes extras para o caso de uma visita chegar desacompanhada, não faça diferença entre filhos, sogras, irmãos dando presentes espetaculares para uns e quase nada para os outros, jamais reclame de ter que dar presente ou do presente recebido, não utilize esses vales de firmas por mais práticos que parecem. Eles são formas de vender não de presentear, Escolha o  presente para quem realmente vai utilizá-lo e não porque você gostaria do objeto.  
  • Se você não é uma artista não imponha seus doces caseiros, vidros de compotas, artesanatos de qualidade duvidosa a seus parentes.
  • Evite todo afã por consumismo desenfreado, pelo deslumbre por produtos eletrônicos e novidades. Toda vez que se faz uma fila de vários dias de antecedência para comprar um lançamento há um subordinar do ser humano ao lucro, ao objeto e isto é sempre, reducionista do que realmente é importante. Os objetos por si não nos podem levar a grandes alegrias. A alegria está no nosso espírito e não nas coisas. É um querer ser que elege o objeto como meio de ser, de alegria. Ao se perder o verdadeiro espírito de Natal pela  redução do seu sentido à troca de objetos, perde-se mais do que uma festa de fim de ano, mas a própria capacidade de ser feliz, já que alegria e felicidade são dons renovados pelo Natal se vivido em seu sentido real.Os objetos jamais podem carregar a alegria que você quer dar. É preciso que você a ponha lá no seu presente, por mil pequenos gestos de carinho e consideração. Mas para isto você primeiro precisa ser renovar no Natal. 
Boas Maneiras e o Amigo Oculto

  1. O verdadeiro motivo da brincadeira é aproximar as pessoas, criar um clima de descontração, lazer e divertimento na confraternização que só ocorre uma vez por ano.
  2. Participar do amigo secreto em família, no trabalho, na escola ou num grupo de amigos deve ser, acima de tudo, um prazer, seguido de satisfação e contentamento, e não como algo que venha a afetar o seu sossego ou o seu bolso.
  3. Obviamente que para participar de vários amigos secretos, os presentes serão escolhidos com certos critérios; o bom senso e o bom gosto se tornam indispensáveis.
  4. Antes de colocar os nomes das pessoas em pedacinhos de papéis a serem sorteados pelo grupo de participantes da brincadeira, pense nas seguintes informações:
  5. Todas as pessoas devem ser conhecidas umas das outras
  6. Tirar o nome de uma pessoa que você não conhece poderá gerar um certo desconforto psicológico e dúvidas cruéis na compra do presente.
  7. O nível social, intelectual e o poder aquisitivo também acabam influenciando no bom gosto, no senso crítico e na escolha do próprio presente.
  8. Imagine a pessoa mais simples e humilde da empresa pegando como amigo secreto o gerente de um departamento... Esta pessoa perderá noites de sono pensando no presente caro que terá que dar só para agradar aquele que ela julga merecer ganhar algo que está além do seu poder aquisitivo.
  9. Pessoas com relações estremecidas devem evitar participar da brincadeira.
  10. Imagine que a sorte não esteja a seu favor e o nome do amigo secreto seja exatamente o daquela pessoa que você simplesmente não desejaria tirar, podendo ainda a situação ser inversa!
  11. A troca de bilhetinhos colocados numa caixa com dicas de presente que você gostaria de ganhar do amigo secreto e assinado por um pseudônimo fermentam a brincadeira e as expectativas. O mais importante é criar curiosidade no amigo secreto para que ele nem suspeite quem você é.
  12. No dia da festa para a entrega do presente e no suspense para que todos adivinhem quem é o seu amigo secreto, não caia na tentação de dizer coisas embaraçosas, obscenas ou que não devam ser de conhecimento público.
  13. Tente se apegar às qualidades do seu amigo secreto e esqueça o veneno e a necessidade de fazer graças às custas do seu amigo secreto.

Boas Maneiras e os Presentes de Amigo Oculto

Detalhes natalinos, flores, bichinhos, uma cor neutra mas vibrante... O laço dá um toque todo especial e o acabamento final no presente.


O presente deve acompanhar um cartão com mínimas palavras gentis.
"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "