26 abril 2012

Boas Maneiras e os Doentes Terminais

  1. Se o doente quer rememorar algo escute, se está com medo do que vai acontecer, conforte-o, mas não deixe a relação cair no formalismo ou no receio ou na sua falta de jeito. Acompanhe o seu amigo durante todo o tempo da enfermidade e não apenas quando já está internado. Ligue, visite, envie flores ou presentes, reze por ele.
  2. Lembre-se de que aquele doente é seu amigo e trate-o com todo carinho e não como alguém com uma doença terrível ou como alguém que você não conhece tal o estado de surpresa ou tristeza em que você se encontra.
  3. Não fale do pesar que sente, nem da sua surpresa, ou de quem teve a mesma doença. Se o doente quiser falar da doença, ouça, mas com o coração para poder prestar o auxílio que ele precisa, seja só ouvir, receber consolação ou força para insistir. Mas mostre sempre carinho e mimos como puder e for apropriado. Dê notícias boas que você sabe que servirão para animá-lo. Coisas sempre simples e fáceis de entender e dele vislumbrar. Se for o caso, mande as crianças fazer um cartaz ou qualquer outra expressão de atenção nem que seja para levar-lhe a notícia de algo bom. Não chore na frente do doente, isso é difícil, mas você não vai querer colocá-lo na posição de vir a confortar você, não é?
  4. Preste seu apoio também à família do enfermo seja oferecendo-se para pequenos serviços, ou cumprimentando-os sempre que se encontrar com eles. Ofereça a sua solidariedade também aos amigos presentes no hospital ou no cemitério. Lembre-se de ser solicito com todos os presentes. Não ignore os demais presentes. Pode não surgir uma conversa espontânea mas se surgir corresponda formalmente no sentido de sem exageros porque não é uma situação festiva.Mas já vi nesses encontros um visitante oferecer uma carona para um parente de doente idoso e prestou assim um serviço à família do enfermo. Essa solidariedade estendida a todos os presentes a partir da dor é importante e de certa maneira conforta a todos com a solidariedade que se estabelece. Não vá só para ver o doente, cumprir uma obrigação e sair rapidamente. Veja se quando se lembra ou diz que tem que ser uma visita rápida, se está pensando no doente ou na própria conveniência.
  5. E mais importante que tudo. Reze. Reze sempre. Com o doente, depois em casa, com as crianças pelos doentes, mande celebrar Missa e pegue-se com seu santo de devoção. Se Deus tiver mesmo que chamar seu amigo à sua presença, essa corrente de oração irá transformar você numa força para os demais além de interceder pelo doente. A fé cristã vivida coerentemente é o melhor remédio para as situações dolorosas desta vida.
  6. Devemos estar sempre presentes, junto aos amigos nas horas difíceis. Razões como " - Não sei o que dizer.", ou não gosto de cemitério, não são motivos que abonem a sua omissão. É sempre mais correto estar presente em todas as etapas da via sacra do seu amigo: em casa, no hospital, na lembrança, no bolso, no cemitério e na Missa. Não vá à Missa de sétimo somente, se possível esteja presente sempre. Quem não vai nem na Missa de sétimo dia quando os laços de amizade exigiriam eventualmente até mais, não só se omite como deixa de crescer como pessoa. A mim me parece dos egoísmos mais encardidos considerar primeiro a própria conveniência à obrigação devida nessas horas de dor.
  7. Siga as instruções e pedidos da família e as orientações do hospital ou cemitério para colaborar em todas as etapas com esses aspectos necessários ao bom atendimento do doente. Lave sempre as antes de entrar no quarto de qualquer paciente. Fique pouco tempo e não fique no quarto do doente com muitas pessoas. Se entrou mais alguém, saia e fique no corredor até alguém mais sair e você puder entrar de novo. Os pacientes se cansam muito facilmente. Tenha sempre em muita consideração o acompanhante que está em geral esgotado ou muito sacrificado.
  8. Mesmo os pacientes inconscientes devem ser visitados. Mesmo que uma via Crucis dure muito tempo devemos manter o doente sempre em nossas orações e considerações.
  9. Lembre-se de que o doente é seu amigo e trate-o como tal, e não como se ele fosse uma boneca de porcelana ou um estranho que você nunca conheceu. E tente não ser o primeiro a começar a chorar. Sei que pode ser difícil, mas você não quer colocá-la na posição de confortá-lo, não é.
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"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "