29 março 2012

Boas Maneiras dos Portadores de Necessidades Especiais


Boas Maneiras do Portador de Necessidades Especiais
  1. Quem tem necessidade especial deve evitar abordar o assunto de sua privação com pessoas que não lhe são próximas ou amigas de verdade. Suas necessidades especiais, bem como seus sentimentos em relação a ela não são assunto para conversas sociais. Qualquer necessidade - especial ou não - deve ser abordada com pessoas que saberão acolhê-las propriamente.
  2. Não mantenha conversas ou faça observações que buscam a pena dos outros.
  3. Saber viver com naturalidade sua necessidade especial passa por não torná-la mais ostensiva ou impositiva aos outros. Como você aceita sua necessidade especial influirá muito em como os outros devem entendê-la e como devem lhe tratar.
  4. Colabore com gentileza e bom humor para dirimir um “furo” que alguém cometeu. Perdoe sempre e não faça grande coisa da inabilidade, desconhecimento e falta de habilidade dos outros em lidar com um problema com o qual você está acostumado. Melhor é se relacionar prazerosamente do que ficar medindo o acerto ou erro das outras pessoas.
  5. Tenha muita consideração com seu acompanhante ou enfermeiro. 
  6. Sempre segure a porta para uma pessoa com necessidade especial como forma de cortesia. Equilibrar-se com muletas, por exemplo, e ainda empurrar uma porta para abri-la pode ser muito difícil. Os idosos também perdem as forças e sempre que possível carregue seus embrulhos, abram as portas ou segurem as portas dos elevadores, sempre demonstrando cortesia e não uma ajuda por pena.
  7. Eduquem os seus funcionários para dar atenção e atendimento personalizado aos seus clientes considerando suas necessidades especiais ao invés de treiná-los numa forma de domesticação mecânica que praticamente legitima o desinteresse pelas pessoas em geral. Não basta treinar no uso das máquinas dos bancos por exemplo, mas a ter um mínimo de humanidade que não ignore nem "despachem" com antipatia os que se demoram um pouco mais por causa das suas necessidades especiais.

"Boa parte da nossa vida está composta de pequenos encontros com pessoas que vemos no elevador, na fila do ônibus, na sala de espera do médico, no meio do trânsito da cidade grande ou na única farmácia da cidadezinha onde vivemos... e ainda que sejam momentos esporádicos e fugazes, são muitos por dia e incontáveis ao longo de uma vida. Para um cristão, são importantes, porque são ocasiões que Deus lhe dá para rezar por essas pessoas e mostrar-lhes o seu apreço, tal como deve suceder entre os que são filhos de um mesmo Pai. Fazemos isso normalmente através desses pormenores de educação e de cortesia que temos habitualmente com qualquer pessoa, e que se transformam facilmente em veículos da virtude sobrenatural da caridade." Fernández-Carvajal, Coleção Falar com Deus" volume 3,Tempo Comum(1) Semanas I a XII, pag. 33. "